Uso misto em Itu

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Este projeto implanta em um mesmo empreendimento três usos diferentes: um prédio residencial, um hotel e um centro de convenções.

Sendo o cliente uma incorporadora, o requisito foi, como de costume nesse âmbito, usar o máximo possível de área construída, ou seja, o máximo permitido por lei, o que gera um projeto com muita construção.

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Esta densidade se torna um problema maior pela aproximação de funções bastante diferentes e pouco compatíveis.

Escolhemos articular esses três usos em volta de um espaço público forte, complexo e catalizador: Uma sucessão de praças e rampas, que percorrem a distância e a diferença de altura entre o canto inferior (o acesso principal) do terreno, e o nível superior, onde se conecta com o shopping center no terreno ao lado.

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Dessa maneira, o projeto todo deixa de apostar em um caráter de baixa densidade, como se esperaria num local da cidade pouco construído ainda, e abraça francamente um caráter urbano, de alta densidade. A proximidade de funções a princípio discordantes, como um prédio residencial e um centro de convenções, acaba fornecendo, como num centro urbano, qualidades adicionais ao conjunto.

O projeto recria algumas das condições que fazem com que as pessoas busquem morar em centros urbanos animados, principalmente para se beneficiar das opções culturais, comerciais e de lazer ao redor.

Para atingir esse objetivo, ele aposta principalmente no espaço público central. Esse espaço serve de ligação entre as várias partes do conjunto e permite a instalação de comércios, restaurantes, bares, cafeterias, nos andares inferiores do hotel, do centro de convenções e nas próprias praças, todos aproveitáveis por todos. Também favorece interações entre as diferentes funções, partes do hotel podem ser usadas pelo centro de convenções, e vice-versa.

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Inspirado em Amanda Burden (urbanista-chefe da gestão Bloomberg em Nova Iorque), o projeto também tenta criar dentro dessa conexão um espaço público que as pessoas queiram usar: com bastante vegetação, onde tenha onde sentar e onde se tenha o que fazer…

Embora a alta densidade do projeto e o estacionamento subterrâneo não permitam vegetação de grande porte na parte central do terreno, tentamos usar ao máximo a variação de alturas, níveis, vãos, volumes, aberturas do projeto para atingir qualidades similares: Muitos lugares diferentes, com iluminação e insolação diferentes, vistas diferentes, usos diferentes, orientações diferentes, para recriar as condições de uma vida complexa e variada.

Por último, mas não menos importante, esse espaço central cria uma nova ligação pedestre entre o shopping center e o outro lado do quarteirão, aumentando o fluxo de pessoas não apenas para o shopping, mas para todo novo conjunto. Tanto o fluxo de um quanto do outro se potencializam para trazer vida aos locais, garantindo assim segurança e lazer para o prédio residencial e também consumidores e público para o hotel, shopping e centro de convenções.

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